Silêncios

Sol na varanda, café na xícara matinal, unhas vermelhas, colorido da rede, Aleluia na vitrola e silêncio nas ruas. Eu como o pêssego e sinto perfume e gosto que não conhecia até então; brinco com esse cheiro esfregando o caroço entre as mãos e percebo que é desse universo que sinto falta quando não estou sozinha. Ninguém ainda conseguiu dividir comigo o prazer desse silêncio, o prazer da presença calada e sensível; a beleza do que não é dito e que passa ligeiro pelos sentidos quando se tem muito ruído. Desejo alguém que desfrute da quietude comigo, que saiba viver sozinho do meu lado.

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