Flores na ruas desertas do Centro...
Hoje saí tarde da noite de um espetáculo no Centro do Rio; é isso mesmo, eu tanto quis reviver os momentos mágicos que vivi na Carioca que consegui voltar a freqüentar as ruas do Centro. Saí do espetáculo um pouco cansada, e como uma coragem absurda andei por alguns minutos pelas ruas desertas até encontrar uma vendedora de flores. Ela estava desmontanto sua barraca, limpando e preparando tudo para o dia seguinte. Diminuí meus passos como se estivesse me aproximando da igreja de Santa Luzia novamente, ou de qualquer outra porta aberta que escondia uma rara beleza. Fiquei atenta aos gestos da mulher que sozinha sorria enquanto desmontava os pacotes e arrumava as rosas em um grande balde. Não sei explicar o que eu vi, mas parece que com o silêncio das ruas, pude perceber uam beleza simples e encantadora. Aquela mulher parecia refletir a beleza das flores...
Encontrar aquela barraca de flores, ver a delicadeza e a alegria com que a senhora preparava suas flores na noite escura do Centro me fez perceber que realmente são em dias assim que enxergamos algumas pequenas maravilhas. Foi como andar em Braga em dias de Domingo pela manhã; como minha amiga diz: " Só assim eu posso tropeçar nos ouriços das castanhas"
Encontrar aquela barraca de flores, ver a delicadeza e a alegria com que a senhora preparava suas flores na noite escura do Centro me fez perceber que realmente são em dias assim que enxergamos algumas pequenas maravilhas. Foi como andar em Braga em dias de Domingo pela manhã; como minha amiga diz: " Só assim eu posso tropeçar nos ouriços das castanhas"
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