Um dos espíritos mais velhos que conheci.
Alguém me disse que sou um espírito velho. Pensei por alguns minutos para entender o que ela queria dizer. Talvez tenha tentado dizer que eu era uma pessoa das mais rabugentas, sisudas; cansada. Revi meus passos cansados durante esses últimos meses; ela podia até ter razão em pensar nisso. Ou então ela quisesse dizer do meu aprendizado, minhas experiências e mortes.
Perguntei - depois de horas me torturando - o que ela queria dizer com aquela frase. A resposta foi a mais doce de todas que já havia dado. Eu era um espírito velho porque tinha transmitia sabedoria em minhas palavras. Minhas imagens, escritas-subjetivas, dispertavam nela um sentimento quase ancestral. Eu era a voz jovem de um sábio ancião.
Entendi sua mensagem e pude interpretá-la e pensá-la com toda a calma e tranqüilidade. Lembrei-me de espíritos velhos que acompanharam minha vida, de outros que já não convivem mais conosco, e de alguns que hoje tenho o privilégio de compartilhar minha vida. Nomes, rostos, momentos inteiros reviveram em minha memória ainda de menina. Pensei no meu avô e no tempo que passava em sua oficina de "fazer-tudo"; lembrei do tio Poell ensinando a arte de fazer um cigarro de palha; lembrei dos meus irmãos mais velhos e das conversas que já tivemos; lembrei do meu mais novo amigo "velho", o José, um homem maravilhoso que me ensina sobre poesia e vinhos; lembrei do grande Dolhos e de sua gentileza.
Sou um espírito velho porque cresci e convivo com espíritos velhos e sábios.
Em meio a tantos rostos e histórias, uma lembrança ganhou destaque. Lembrei de um dos espíritos mais velhos que já conheci: uma velha amiga
A força de seu espírito, sua inteligência, sua sagacidade e sabedoria provocaram em mim um desejo imenso de crescer. Muitas vezes lembro-me com paixão dela, porque seu espírito me alimentava, suas histórias e experiências me faziam crescer mais rápido.
Hoje revivi na memória a imagem da bela mulher que conheci na minha infância e que era um dos espíritos mais velhos que conhecia...
Perguntei - depois de horas me torturando - o que ela queria dizer com aquela frase. A resposta foi a mais doce de todas que já havia dado. Eu era um espírito velho porque tinha transmitia sabedoria em minhas palavras. Minhas imagens, escritas-subjetivas, dispertavam nela um sentimento quase ancestral. Eu era a voz jovem de um sábio ancião.
Entendi sua mensagem e pude interpretá-la e pensá-la com toda a calma e tranqüilidade. Lembrei-me de espíritos velhos que acompanharam minha vida, de outros que já não convivem mais conosco, e de alguns que hoje tenho o privilégio de compartilhar minha vida. Nomes, rostos, momentos inteiros reviveram em minha memória ainda de menina. Pensei no meu avô e no tempo que passava em sua oficina de "fazer-tudo"; lembrei do tio Poell ensinando a arte de fazer um cigarro de palha; lembrei dos meus irmãos mais velhos e das conversas que já tivemos; lembrei do meu mais novo amigo "velho", o José, um homem maravilhoso que me ensina sobre poesia e vinhos; lembrei do grande Dolhos e de sua gentileza.
Sou um espírito velho porque cresci e convivo com espíritos velhos e sábios.
Em meio a tantos rostos e histórias, uma lembrança ganhou destaque. Lembrei de um dos espíritos mais velhos que já conheci: uma velha amiga
A força de seu espírito, sua inteligência, sua sagacidade e sabedoria provocaram em mim um desejo imenso de crescer. Muitas vezes lembro-me com paixão dela, porque seu espírito me alimentava, suas histórias e experiências me faziam crescer mais rápido.
Hoje revivi na memória a imagem da bela mulher que conheci na minha infância e que era um dos espíritos mais velhos que conhecia...
Comentários